Pastoral Litúrgica
 
Pastoral Litúrgica
 
Primeiramente, vale dizer que, para o bom funcionamento de um trabalho, é preciso haver organização. A liturgia não foge à regra, pois necessita de uma equipe de liturgia dedicada, atenta e disposta a servir…
 
Em segundo lugar, sendo a liturgia uma ação comunitária, pressupõe uma assembleia reunida com uma diversidade de ministérios exercidos por pessoas com dons e carismas distintos e complementares. Por sua natureza comunitária, a liturgia necessita do serviço de equipes que, em nome da comunidade eclesial, planejem sua vida litúrgica, preparem e avaliem as celebrações e qualifiquem os ministros e servidores para eficiente e eficaz desempenho de suas funções.
 
Supõe trabalho comunitário e participativo na comunidade. A equipe não é “tarefeira”, mas de reflexão, estudo e ação. A marca registrada da equipe é o serviço dedicado, abnegado, inteligente e gratuito. Uma ação concreta em favor do bem comum, numa verdadeira mística de serviço.
 
A equipe de liturgia é, então, o coração e o cérebro da pastoral litúrgica da vida da Igreja (regional, diocesana, paroquial e comunitária).
Entendemos “pastoral” como atividade do pastor, que leva seu rebanho a verdes pastagens, a águas frescas, que defende as ovelhas contra os perigos, contra lobos e ladrões, assim como fez Jesus, o “Bom Pastor”. Ter esse espírito “pastoral”, ou seja, de “pastor” que dá a vida por suas ovelhas, é próprio de todos os seguidores e seguidoras de Jesus Cristo, principalmente de quem está servindo em uma pastoral.
 
As equipes de liturgia são, em primeira mão, as responsáveis pela pastoral litúrgica. Essa ação eclesial tem por objetivo imediato a participação ativa, consciente e frutuosa dos fiéis na celebração e por finalidade, a edificação do corpo de Cristo mediante a santificação das pessoas e o culto a Deus. Na edificação do corpo de Cristo, a pastoral litúrgica colabora com a edificação de toda a humanidade e da criação inteira, conforme afirma Medellín: “A celebração litúrgica coroa e comporta um compromisso com a realidade humana… e com a promoção” (9,4). Isso significa que também os membros da pastoral litúrgica devem visar à transformação do mundo em Reino de Deus.[1]
A pastoral litúrgica no Brasil é organizada em três setores: o setor da celebração propriamente dito (mais conhecido como pastoral litúrgica), o setor de canto e música litúrgica, o setor do espaço litúrgico e da arte sacra.
 
A pastoral litúrgica implica ainda cuidados com a preparação, a realização e a avaliação das celebrações, com a formação do povo e dos ministros e também com a organização da vida litúrgica nos vários níveis eclesiais. Como escreve Pe. Gregório Lutz: “Esta divisão corresponde, portanto, a um tríplice objetivo da pastoral litúrgica, que é promover celebrações autênticas, a formação litúrgica, a organização da vida litúrgica”. Esses três objetivos, como afirma Pe. Gregório, encontramos na organização da Constituição Sacrosanctum Concilium do Vaticano II: dos números 5 a 13 o documento trata da celebração litúrgica, dos números 14 a 29 da formação de seus agentes e dos números 41 a 46 da organização da pastoral litúrgica.[2]
 
Podemos então concluir que uma equipe de liturgia (regional, diocesana, paroquial e comunitária) deve ser constituída levando em conta os três setores (o setor da celebração propriamente dito, mais conhecido como pastoral litúrgica, o setor de canto e música litúrgica, o setor do espaço litúrgico e da arte sacra). Essas equipes cuidam da vida litúrgica, animando-a e articulando-a, com atenção às celebrações, à formação e à organização.

 
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